Notícias

Vroom: um café que esconde jogos de realidade virtual na cave

À superfície, é um café acolhedor com bolos caseiros e café de especialidade. No andar de baixo, um inesperado clube de realidade virtual com jogos para agradar tudo e todos.

Hugo Geada
Escrito por
Hugo Geada
Jornalista
Vroom
RITA GAZZO | Vroom
Publicidade

Fomos até ao Vroom, em Cascais, com a intenção de provar o brunch e experimentar alguns pratos do menu. Íamos curiosos com o croissant de presunto e tomate e com a matcha, preparada através de um processo complexo e cuidado. Mas bastou descer um lance de escadas para esquecermos a gula e sermos surpreendidos: afinal, o Vroom é muito mais do que um simples café. No piso inferior, escondido sob uma luz suave, existe um espaço amplo (e inesperado), preparado para acolher grupos de até oito pessoas que se aventuram em jogos de realidade virtual. É um clube dentro de um café – e o primeiro do género na linha de Cascais. 

O Vroom, a poucos passos da Gelba, nasceu da vontade de dois ucranianos, Robert Talabishka e Inna Markina, de trazer para Portugal algo que sentiam falta: um espaço onde a tecnologia e o convívio pudessem coexistir naturalmente. “Começámos a explorar o mercado em Fevereiro do ano passado”, explica Robert. “Percebemos que não havia nada assim por aqui. Na Ucrânia jogávamos muito e sempre achámos que era uma experiência que juntava as pessoas. Então decidimos: por que não trazer algo que realmente gostamos?”. 

Vroom
RITA GAZZO

O resultado é um espaço híbrido e que promete continuar a evoluir. Na superfície, o Vroom é um café moderno, acolhedor, com músicas divertidas, café de especialidade, matcha bar, cocktails e uma vitrine de bolos caseiros. No subsolo, é um Virtual Reality Club com diferentes zonas de jogo totalmente equipadas, computadores potentes e óculos de última geração. “Temos oito zonas, o que significa que podemos receber oito pessoas ao mesmo tempo. Cada jogador tem a sua área delimitada, pode saltar, sentar-se, correr, fazer o que quiser”.

Os jogos são variados: há simuladores de profissões, jogos de tiros, de exploração espacial e Angry Birds, bem como experiências mais imersivas de terror ou de voo. A Time Out Cascais experimentou um jogo onde era preciso cortar blocos com espadas ao som de música (tentámos jogar ao som de Daft Punk, mas, uma vez indisponível, tivemos que nos contentar com techno pop ucrâniano).

Vroom
RITA GAZZOVroom

O espaço foi pensado para ser versátil, acolhendo aniversários, eventos de empresas, festas privadas e actividades de team building. “É algo que junta as pessoas”, diz Inna. “Por exemplo, na semana passada tivemos uma festa de aniversário com 21 pessoas. As crianças estavam a jogar lá em baixo e, ao fim de algum tempo, os pais começaram a jogar também. Foi muito divertido. É uma experiência que todos podem partilhar, algo que normalmente não se faz”. 

A preocupação com a segurança é grande: as paredes estão forradas com material isolante e acolchoado, e há sempre assistentes a acompanhar cada sessão. “Queremos que as pessoas se sintam seguras, especialmente as crianças. Os jogos são adaptados a diferentes idades, mas somos muito cuidadosos com isso”, sublinha Robert. 

Meninos, prá mesa!

Vroom
RITA GAZZOVroom

O Vroom não vive apenas de tecnologia – e o menu tem conquistado uma clientela fiel. “Estamos abertos há cerca de três meses e ainda continuamos a experimentar novos pratos”, explica Inna. Na carta vai encontrar uma selecção de produtos salgados e doces. Provámos o croissant com presunto e tomate seco (12€) – o tal que já nos tinha conquistado apenas com a apresentação –, mas também os crepes de requeijão (9€) e uma fatia de bolo de cenoura (4€). 

Para acompanhar, um matcha simples (5€), que aterrou na mesa com uma apresentação cuidada, pronto a ser fotografado para publicar no Instagram (mas que em nada compromete o sabor). 

Vroom
RITA GAZZO

A casa trabalha com café de uma torrefacção ucraniana, o Rostery Ukrainian Foundation, e oferece também produtos de pequenos produtores europeus, como manteiga belga e chocolate com licor de Óbidos. “Temos bebidas personalizadas, como matcha com manteiga de amendoim, ou matchas de fruta feitos com puré natural”, acrescenta Inna. 

Há ainda uma pequena zona de venda de produtos, outra com PlayStation gratuita para clientes e uma esplanada, inaugurada recentemente, que promete ser um dos recantos mais concorridos nos dias de sol. 

Vroom
RITA GAZZO

Além do lado recreativo, o Vroom tem também uma vertente social. Recentemente, os fundadores colaboraram com uma organização que apoia crianças de lares sociais, oferecendo-lhes a oportunidade de experimentar a realidade virtual pela primeira vez. “Foi um projecto muito importante para nós”, recorda Inna. “Vieram 16 crianças que nunca tinham tido contacto com isto. Queríamos trazer algo novo à comunidade, algo que as pessoas pudessem experimentar e que as fizesse sorrir.”  

Os planos para o futuro incluem expandir o menu, melhorar a esplanada e organizar mais eventos temáticos. “Ainda há muito por fazer”, admite Robert. “Estamos a experimentar constantemente, tanto no café como na zona de jogos. Talvez no futuro possamos abrir outro espaço, mas por agora queremos consolidar este, torná-lo o melhor possível”. 

Se quiser alugar o espaço, um jogo aberto de 60 minutos custa 30€ por pessoa. Para eventos privados, o melhor é mesmo entrar em contacto com o Vroom.

Rua José Carvalho Araújo. Seg-Sáb 08.00-20.00; Dom 10.00-20.00

+ O que há de Novo em Cascais

🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out Cascais

Últimas notícias
    Publicidade