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“Zootrópolis 2”: a Disney volta à cidade dos animais

A longa-metragem animada dos Estúdios Walt Disney para a época natalícia é a continuação do seu colossal sucesso de 2016, ‘Zootrópolis’, de novo ambientada na cidade dos animais antropomorfizados.

Escrito por
Eurico de Barros
Zootrópolis 2
Disney | Zootrópolis 2
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Mais de um milhar de milhões de dólares. Estes foram, em 2016, os lucros a nível mundial da animação de longa-metragem Zootrópolis, da Walt Disney, passada na grande metrópole com o mesmo nome e habitada exclusivamente por animais antropomorfizados, e que tem como heróis uma dupla improvável: Bunny Hopps, uma coelha que se torna na primeira agente da polícia de Zootrópolis, e Nick Wilde, um raposo vigarista, que se juntam para investigar um caso que envolve o misterioso desaparecimento de uma série de predadores. Realizado por Byron Howard e Rich Moore, o filme é a expressão mais acabada de uma das coisas que os Estúdios Disney fazem melhor em termos de animação: histórias com animais, humanizados em menor ou em maior grau. E qual cereja no topo do bolo do sucesso, Zootrópolis ganhou o Óscar de Melhor Animação de Longa-Metragem em 2017.

Nesse mesmo ano de 2016, a Disney estreou outra fita de animação de longa-metragem que foi mais um triunfo de crítica e de bilheteira, Vaiana, de Ron Clements, John Musker e Don Hall. Mas os anos seguintes foram negros para a animação dos Estúdios Walt Disney. Foi como se a criatividade, a imaginação e a capacidade de conceber histórias que fossem ao encontro do gosto do grande público tivessem sido quase totalmente drenadas. Com a excepção de Frozen II: O Reino do Gelo, continuação do filme original, em 2019, a Disney começou a alinhar fracasso atrás de fracasso, vivendo um dos períodos mais claramente desinspirados e medíocres da sua história, representado por títulos como Raya e o Último Dragão (2021), Encanto (2021), Estranho Mundo (2022) e Wish: O Poder dos Desejos (2023). Cada um mais decepcionante e deficitário do que o outro. Ao mesmo tempo, a concorrência dentro e fora de portas não pára de aumentar, havendo cada vez mais filmes de animação americanos, europeus ou japoneses a chegar aos cinemas. 

Este período de crise na animação dos Estúdios Disney coincidiu com uma época de estagnação na Pixar, e por isso a estratégia dos dois estúdios passou a ser a aposta a fundo nas continuações, e a retracção nos projectos originais. Uma estratégia que resultou comercialmente para a Disney com Vaiana 2, e para a Pixar com Divertida-Mente 2, ambos estreados no ano passado. Já este ano, a Pixar, no Verão, estreou Elio, que teve uma produção atribuladíssima e foi uma desilusão de crítica e de bilheteira, voltando assim à cepa torta; enquanto que a Disney propõe, este Natal, Zootrópolis 2, um regresso à cidade dos animais humanizados, e com o qual o estúdio procura voltar a ser tão feliz como em 2016 (ou, pelo menos, conseguir chegar às imediações dos lucros da primeira fita).

Byron Howard é repetente na realização, e Rich Moore dá agora lugar a Jared Bush, co-argumentista do Zootrópolis original, que escreveu esta parte 2 sozinho. A história de Zootrópolis 2 passa-se algum tempo depois dos acontecimentos da animação original. Judy Hopps e Nick Wilde são agora parceiros no Departamento de Polícia de Zootrópolis, embora as suas personalidades muito diferentes sejam um problema a nível profissional. Depois de terem comprometido um caso, são ambos obrigados pelo seu chefe a fazerem terapia. Entretanto, Judy pensa que poderá haver uma serpente na cidade, após ter encontrado um pedaço de pele de um destes animais. Ela e Nick acabam por descobrir que uma misteriosa víbora chamada Gary De’Snake está a viver em Zootrópolis, e vão persegui-la, sem fazerem ideia das encrencas que os esperam, nem dos recantos insuspeitados da cidade e dos muitos e novos animais que vão conhecer. 

Zootrópolis 2
Disney

Nos planos de produção da Disney e da Pixar até 2029, entretanto, surgem apenas três animações de longa-metragem com histórias originais: Hoppers e Hexed, ambos em 2026, e Gatto, em 2027. Todas as restantes são continuações: Frozen – O Reino do Gelo 3 (e talvez ainda um quarto filme desta série), Toy Story 5, The Incredibles – Os Super Heróis 3, Vaiana 3 e Coco 2. O mesmo é dizer: um passo em frente, dois (ou três) atrás.

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