Father Mother Sister Brother
Foto: Avalon | Father Mother Sister Brother
Foto: Avalon

Os filmes em cartaz esta semana, de ‘Pai Mãe Irmã Irmão’ a ‘Song Sung Blue’

As estreias de cinema, os filmes em exibição e os novos filmes para ver em streaming, incluindo ‘Nouvelle Vague’, ‘Onde Aterrar’ ou ‘Zootrópolis 2’.

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Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo. Há que fazer escolhas e assumi-las (coisa que fazemos, com mais profundidade nas críticas que pode ler mais abaixo nesta lista). Nas semanas em que há estreias importantes de longas-metragens no streaming, também é aqui que as encontra. Bons filmes.

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Filmes em estreia esta semana

Pai Mãe Irmã Irmão

Vencedor do Festival de Veneza, Father Mother Sister Brother é um tríptico de histórias de família. Cada capítulo deste novo filme de Jim Jarmusch decorre no presente, um no nordeste dos EUA, outro em Dublin e outro em Paris. As três narrativas centram-se nas relações entre filhos já adultos e os seus pais, que estão longe ou ausentes, e emocionalmente distantes daqueles. Interpretações de Tom Waits, Adam Driver, Cate Blanchett, Charlotte Rampling, Vicky Krieps e Mayim Bialik.

Song Sung Blue

Mike (Hugh Jackman) e Claire (Kate Hudson) vivem em Milwaukee, são casados, admiradores incondicionais de Neil Diamond e formam um duo musical chamado Lightning and Thunder, em que homenageiam o seu cantor favorito. Ao longo do seu percurso artístico em conjunto, Mike e Claire vão conhecer um grande e entusiasmante sucesso, mas passar igualmente por momentos difíceis e dolorosos. Craig Brewer realiza, baseado no documentário homónimo de 2008 de Greg Kohs.

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Kontinental’25

A nova realização do romeno Radu Jude passa-se na cidade de Cluj, onde uma oficial de justiça encarregue de fazer despejos, fica profundamente afectada pelo suicídio de um homem que ia retirar da cave de um prédio antigo, destinado a ser transformado num hotel de luxo.

Família de Aluguer

Comédia romântica assinada pelo japonês Hikari, com Brendan Fraser no papel de um actor americano instalado em Tóquio, que arranja emprego numa agência de “famílias de aluguer”, desempenhando vários papéis como “familiar” dos clientes em situações sociais diversas.

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Greenland: Um Novo Começo

Continuação do filme de ficção científica apocalíptica Greenland, de 2020. A família Garrity escapou à catástrofe global refugiando-se na Groenlândia, e vai agora viajar pelas terras devastadas da Europa em busca de um novo lar. Com Gerard Butler e Morena Baccarin.

Filmes em cartaz esta semana

  • Filmes
  • Drama
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

A génese e os bastidores da rodagem de O Acossado, primeira longa-metragem de Jean-Luc Godard e um filme-farol da Nova Vaga francesa, bem como a Paris do início dos anos 60 e o ambiente que se vivia entre uma nova, criativa e arrojada geração de realizadores e de actores que iam definir e marcar o cinema, em França e internacionalmente, são aqui recriados por Richard Linklater a preto e branco, até ao mais ínfimo pormenor e com uma vivacidade e um regozijo que replicam de alguma forma os das filmagens originais. É o próprio espírito da Nouvelle Vague que Linklater quer aqui convocar, mais do que apenas lembrá-la e celebrá-la. Interpretado por um grupo de actores que evocam na perfeição as pessoas a que dão corpo, sem as imitarem ou fazerem de clones delas (Guillaume Marbeck, Aubry Dulin e Zoey Deutsch são formidáveis, respectivamente, como Godard, Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg), Nouvelle Vague é um gesto de nostalgia, uma homenagem, um elogio e um preito de gratidão a uma época, uma geração e um movimento cinematográfico. E assinado por um realizador americano e não francês…

A Criada

Adaptação do livro policial de Freida McFadden, também produtora, juntamente com Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, as duas principais intérpretes. Uma rapariga em liberdade condicional, e sem casa nem trabalho, consegue emprego a trabalhar como criada na luxuosa casa de um casal com uma filha pequena, aos quais escondeu a sua situação. Mas pouco a pouco, e sobretudo devido ao desconcertante comportamento da patroa, ela apercebe-se que os segredos da família são mais complicados e perigosos do que os seus. Paul Feig realiza.

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  • Filmes
  • Filme

No terceiro filme da colossal saga de ficção científica iniciada em 2009 por James Cameron, e após a devastadora guerra e a perda do filho mais velho no título anterior, Avatar: O Caminho da Água, a família de Jake e Neytiri luta contra o desgosto e vai ter que enfrentar uma nova ameaça em Pandora, representada pela tribo do Povo das Cinzas, violenta e sedenta de poder, e liderada pela ambiciosa e implacável Varang, uma poderosa feiticeira Zoe Saldaña, Sam Worthington, Oona Chaplin, Stephen Lang Kate Winslet, Sigourney Weaver, Edie Falco e Giovanni Ribisi. lideram o elenco deste terceiro capítulo de Avatar.

  • Filmes
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Hal Hartley não fazia um filme deste Ned Rifle, de 2014, e este Onde Aterrar é uma fina, espirituosa e económica comédia de equívocos nova-iorquina, em que Bill Sage interpreta Joe Fulton, um famoso realizador de comédias românticas que está semi-reformado e decide ir trabalhar no cemitério da igreja próxima de sua casa, para dar ocupação às mãos ao ar livre, bem como fazer o testamento. A namorada, os familiares e os amigos julgam então que ele vai morrer, e a confusão instala-se. Em apenas 75 minutos, com uma câmara digital e meios exíguos (parte da fita foi rodada na sua casa em Nova Iorque), sentido de humor e veia irónica, e recorrendo a actores velhos conhecidos da sua filmografia, Hartley, uma das lendas do cinema independente dos EUA, diz mais, e de forma despretensiosa, sobre o sentido da existência, a morte, a religião, as perspectivas de futuro da humanidade e do cinema (irá tudo parar à Netflix?) e as peculiaridades das relações familiares e sentimentais, do que outros cineastas em duas horas ou mais (até ficamos a saber a melhor e mais rápida forma de tirar sacos de plástico presos nos ramos das árvores). Não se esquecendo de gozar com uma certa elite bem-pensante urbana americana, com os autores de livros “sérios” e presunçosos sobre figuras do cinema como ele, e com a omnipresença das séries de televisão para as plataformas de streaming.

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Vida Privada

Jodie Foster desempenha o principal papel desta comédia policial de Rebecca Zlotowski. Ela é Lilian Steiner, uma psiquiatra de renome abalada pelo súbito e misterioso desaparecimento de uma paciente, que ela julga ter sido assassinada. Começa então a investigar o caso por conta própria, com a ajuda do ex-marido. Foster é acompanhada no elenco por Daniel Auteuil, Virginie Efira, Mathieu Amalric, Irène Jacob, Aurore Clément e, numa pequena participação, Frederick Wiseman.

Nuremberga

Em 1945, a Alemanha está derrotada e ocupada pelos Aliados, e Hitler suicidou-se no seu bunker em Berlim. As potências vencedoras decidem julgar, em Nuremberga, os líderes nazis que capturaram, o mais importante dos quais é o poderoso marechal Herman Göring (Russell Crowe). O psiquiatra Douglas Kelley (Rami Malek) é designado para avaliar o estado psicológico e as aptidões intelectuais dos presos, e estabelece, pouco a pouco, uma relação especial com o muito inteligente e carismático Göring.

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  • Filmes
  • Drama
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

O consagrado realizador iraniano Jafar Panahi já não está proibido de filmar pelo governo do seu país, mas mesmo assim rodou clandestinamente este Foi Só Um Acidente (ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes), dado que a censura estatal nunca aprovaria o argumento. Um homem que viaja de carro com a mulher e a filha atropela e mata um cão inadvertidamente. Procura ajuda para reparar o veículo numa garagem, e o dono desta, Vahid, julga reconhecer nele Eqbahl, o homem que o torturou de forma bárbara na prisão. Para se vingar, rapta-o e mete-o na sua carrinha, enterrando-o vivo nos arredores de Teerão, mas começa a ter dúvidas sobre se ele será mesmo o torcionário, já que o homem diz ser um cidadão comum, com uma mulher que está grávida e uma filha pequena, e nega veementemente conhecer Vahid. Este fica com dúvidas, e para confirmar a identidade do raptado, resolve ir procurar outras vítimas de Eqbahl que o possam reconhecer sem a menor dúvida.

Tendo uma acentuada dimensão de farsa negra, de tragicomédia crescentemente desesperada, Foi Só um Acidente apresenta-se como o filme mais explícito, mais “militante” e mais indignado de Panahi contra a teocracia que governa o Irão, e ao derrube da qual, inclusivamente, o realizador de O CírculoTáxi e Aqui Não Há Ursos apelou durante o Festival de Cannes. Através do dilema moral posto ao protagonista e ao pequeno grupo que o acompanha – arriscarem matar um inocente para satisfazerem o desejo de vingança e ficarem para sempre com a dúvida na consciência, ou tornarem-se tão cruéis e desumanos como o torcionário, no caso de se confirmar que o homem é mesmo Eqbahl e o eliminarem –, Panahi reflecte sobre a possibilidade do perdão a quem nos faz mal, e a legitimidade da vindicta. Um dilema que fica no ar mesmo até ao último e muito inquietante plano do filme, que no entanto, não evita algum simplismo demonstrativo e reiterativo, bem como um tom exacerbado, habitualmente alheios ao estilo do cineasta.

+ ‘Foi Só um Acidente’: do Irão, com dor e revolta

Justa

Os trágicos incêndios de 2017 em Portugal mataram homens, mulheres e crianças que ficaram presos nas suas aldeias, bem como encurralados em carros numa estrada cercada pelo fogo. No seu novo filme, Teresa Villaverde centra-se num punhado de pessoas que perderam os familiares mais próximos e têm que voltar a aprender a viver após a catástrofe. Interpretações de Betty Faria, Robinson Stévenin, Anabela Moreira e Filomena Cautela.

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  • Filmes
  • Filme

A Disney procura repetir o enorme sucesso popular, de crítica e comercial da longa-metragem de animação original de 2016 com este Zootrópolis 2, em que voltamos à cidade homónima povoada por animais antropomórficos, e reencontramos a coelha-polícia Bunny Hopps  e o raposo Nick Wilde, agora também agente da lei, e ambos parceiros de investigação. E há uma misteriosa cobra algures em Zootrópolis, que tem que ser encontrada…

  • Filmes
  • Suspense
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

David Mackenzie, autor de Hell or High Water – Custe o que Custar, realiza este thriller passado em Nova Iorque. Riz Ahmed interpreta um homem que ganha muito bem a vida a mediar, ilegalmente, acordos entre empresas corruptas e ex-empregados destas que ficaram com documentos comprometedores, sem ter qualquer contacto pessoal entre as duas partes. Um dia, quebra as rigorosas regras por que se rege e envolve-se com uma cliente (Lily James), que está desesperada para devolver o material que subtraiu à empresa que a despediu, por medo de sofrer represálias. Relay é um tenso, expedito e original filme policial que consegue trocar as voltas às expectativas do espectador, e em cujo enredo os correios tradicionais e a tecnologia analógica desempenham um papel fundamental.

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The Running Man

Nova versão de O Gladiador, o filme de ficção científica de 1987 realizado por Paul Michael Glaser, interpretado por Arnold Schwarzenegger e baseado num livro de Stephen King, publicado sob o seu pseudónimo de Richard Bachman. O actor e realizador inglês Edgar Wright assina este remake, com Glen Powell no papel do homem que vai participar num reality show em que os concorrentes, para o ganhar, têm que sobreviver àqueles que os vão “caçar” por todo o mundo. Também com Josh Brolin, William H. Macy, Michael Cera e Emilia Jones.

O Agente Secreto

Wagner Moura é o principal intérprete de O Agente Secreto, o novo filho do realizador brasileiro Kleber Mendonça Filho, passado na década de 70. Moura faz o papel de Marcelo, um engenheiro viúvo que se muda para o Recife, onde o seu filho pequeno vive com os avós. Apesar de não estar metido na política, Marcelo quer sair do Brasil com a criança o mais depressa possível, já que poderá correr perigo de vida, ficando alojado num prédio em que há pessoas na sua situação, estas ligadas a actividades políticas, incluindo um casal de angolanos.

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  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

O veterano cineasta grego Costa-Gavras, autor de Z – A Orgia do Poder ou A Confissão, há muito radicado em França, e hoje com 92 anos, aborda, em O Último Suspiro, os temas do fim da vida, dos cuidados paliativos e da eutanásia através de duas personagens: o filósofo Fabrice Toussaint (Denys Podalydès), que poderá ter uma doença grave, e um médico, o Dr. Augustin Masset (Kad Merad), que dirige uma unidade de cuidados paliativos. Postos perante as várias situações de doentes com cancro que o clínico recebeu nas suas instalações, este e o filósofo – e Costa-Gavras com eles –, reflectem sobre a morte, a dignidade no ocaso da vida e os cuidados paliativos. Baseado num livro escrito por Régis Debray e pelo médico Claude Grange, O Último Suspiro não escapa a algum didactismo, mas cala bastante fundo na maior parte da hora e meia que dura.

Predador: Badlands

Após O Predador: Primeira Presa (2022), eis o novo título desta duradoura série de filmes de ficção científica, mais uma vez assinado por Dan Trachtenberg. A acção transita do tempo em que a América era povoada apenas por tribos índias naquele filme, para o futuro, e para um planeta remoto. Um jovem Predador excluído do seu clã vai ali caçar um adversário temível para provar o seu valor, e encontra uma aliada improvável numa andróide chamada Thia. Com Elle Fanning e Dimitrius Schuster-Koloamatangi.

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Bugonia

Depois de contracenarem em Histórias de Bondade, o filme anterior de Yorgos Lanthimos, Emma Stone e Jesse Plemons voltam a juntar-se em Bugonia para serem dirigidos pelo cineasta grego. Dois primos obcecados por teorias da conspiração, estão convencidos que a poderosa presidente do Conselho de Administração de uma grande empresa é uma extraterrestre de Andrómeda, cujo governo controla o planeta Terra. Decidem então raptá-la e obrigá-la a revelar a sua verdadeira identidade. Nem que isso envolva tortura.

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

A nova fita de Luca Guadagnino, o realizador de Chama-me pelo Teu Nome e Challengers, tem Julia Roberts no papel de uma professora de Filosofia da Universidade de Yale, que vê a sua integridade e a sua carreira postas em causa, quando uma estudante sua favorita acusa um docente mais novo, e que é um dos seus melhores amigos, de violação. À medida que o caso ganha amplitude e se torna público, e a aluna a envolve nele, ela é forçada a confrontar um segredo traumatizante de juventude, que nunca revelou nem ao marido, os limites da sua responsabilidade pessoal e institucional, e a sua consciência. Também com Andrew Garfield, Chloë Sevigny, Michael Stuhlbarg e Ayo Edebiri. Através desta história, Guadagnino questiona os fundamentalismos ideológicos, o fanatismo woke e a “cultura do cancelamento” que assolam as universidades dos EUA, assim como o movimento #MeToo, ao mesmo tempo que retrata duas mulheres, a professora de Julia Roberts, e a aluna de Ayo Edebiri, que de uma relação harmónica passam a uma relação de confronto, reveladora das verdadeiras naturezas de cada uma.

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Springsteen: Deliver Me From Nowhere

Jeremy Allen White (The Bear) personifica Bruce Springsteen neste filme biográfico de Scott Cooper, baseado no livro com o mesmo título escrito por Warren Zanes em 2023, e que conta a história da criação do álbum Nebraska, editado em 1982. Um disco acústico, extremamente pessoal (por reflectir a infância triste que o assombrava) e musicalmente atípico na obra de Springsteen. Ele gravou-o sem outros músicos a acompanhá-lo, em condições técnicas básicas, no quarto de uma casa alugada e isolada que alugou em Nova Jérsia.

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Filme de animação dos japoneses Nobuhiro Yamashita e Yoko Kuno, com co-produção francesa. Karin, uma adolescente precoce e órfã de mãe, é posta pelo seu irresponsável pai a viver com o avô, um sacerdote budista, no templo de que este cuida. É aí que conhece o enorme e afanoso Anzu, um gato fantasma imortal que tem um telemóvel pendurado ao pescoço, anda de moto e dá massagens terapêuticas aos locais, com o qual começa por embirrar solenemente. Baseado numa manga, Gato Fantasma Anzu não pode ser comparado com os filmes dos Estúdios Ghibli e de Hayao Miyazaki, mas o seu sentido de humor insólito e surreal, a delirante galeria de personagens saídas da mitologia nipónica e da sua tradição de histórias fantásticas e sobrenaturais, as desconcertantes peripécias do enredo, que levam Karin e Anzu ao Reino dos Mortos e a ser perseguidos por demónios, e a animação tradicional, parte dela feita sobre imagens reais com actores, satisfazem plenamente.

Filmes em estreia no streaming

Pessoas que Conhecemos nas Férias

Poppy quer explorar o mundo e Alex prefere ficar em casa com um bom livro. Eles são melhores amigos, mesmo vivendo longe um do outro, e há dez anos que passam uma semana das férias de Verão juntos. Mas a próxima viagem do casal promete mudar a relação entre ambos. Adaptação do romance de Emily Henry, com Emily Bader e Tom Blyth, realização de Brett Halley.

Netflix. Estreia a 9 de Janeiro

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