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Teresa Couto Pinto

Exposições em Lisboa para ver este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Ajuda
O Museu do Tesouro real assinala o regresso da Primavera com uma exposição que não lhe é, de todo, alheia. A partir do património régio – plantas, matérias naturais e produtos vindos de diferentes parte do mundo –, a mostra explora a relação entre a natureza e o poder nas cortes europeias. De matérias-primas como o chá, o tabaco, o cacau e pimenta às pratas e porcelanas que faziam parte do quotidiano, a exposição propõe uma viagem no tempo e entre dois universos nem sempre associados.
  • Arte
  • Marvila
Dois nomes de peso da arte contemporânea em Portugal partilham o espaço da Galeria Francisco Fino. O primeiro é Helena Almeida, cuja obra, um teste constante à fronteira entre a pintura e o desenho, vai tomar conta do espaço numa exposição individual com trabalhos produzidos pela artista entre a década de 70 e os anos 2000. Simultaneamente, Vasco Araújo apresenta a instalação Interpretation is an interpretation is an interpretation..., composta por 170 desenhos sobre papel, som e citações de Pessoa, Sontag e Nijinski.
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  • Arte
  • Oeiras
A exposição apresenta 170 obras de desenho e pintura da artista portuguesa, proporcionando uma visão ampla da obra produzida desde a década de 1970. Os temas são os que marcam a carreira de Graça Morais: a relação com a terra e os seus frutos, as mulheres, a caça, a memória do lugar como espaço de cultura e, mais recentemente, "a atenção dada às metamorfoses do ser humano, enquanto vítima e algoz, cuidador e agressor." A exposição revela ainda a incursão recente da artista ao campo da fotografia, como ponto de partida para o trabalho de desenho e pintura. A mostra inclui ainda o painel de grandes dimensões, em homenagem aos presos políticos da prisão de Caxias.
  • Arte
  • Belém
Com mais de 30 obras que integram a Colecção de Julião Sarmento, e sob a curadoria de Isabel Carlos, a exposição põe em diálogo o trabalho dos dois artistas. Quatro das obras expostas são de Rui Chafes, enquanto as restantes pertencem a Fernando Calhau, incluindo duas obras realizadas em colaboração com Julião Sarmento.
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  • Arte
  • Chiado
Mariana Duarte Santos, jovem artista natural de Lisboa, "propõe uma reflexão sobre a fronteira frágil entre o privado e o público, o individual e o colectivo, a realidade e a percepção mediada pelos media". Na base do trabalho apresentado está uma pesquisa sobre cinema noir, que resultou num conjunto de fotogramas de filmes antigos, organizados como uma sequência cinematográfica, que dita o percurso expositivo.
  • Arte
  • São Sebastião
O artista portuense Bruno Zhu ocupa, por estes dias, o Espaço Projeto do CAM Gulbenkian. Com uma obra influenciada pelo design de moda, pela edição e pela cenografia, o trabalho do artista reflecte a "desconstrução de hiererquias de poder e de gosto que estruturam as práticas museológicas". Em "Belas Artes", Zhu expõe seguindo normas por si estabelecidas no âmbito do projecto "Licença para Viver", apresentado em Londres, em 2024. Através da reconfiguração dos espaços, mas também de jogos cromáticos, vitrines, bustos em bronze e gesso e manequins do Museu Nacional do Traje, o artista aborda temas como o coleccionismo, o papel dos museus e a apresentação da arte.
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  • Arte
  • Belém
A mais recente exposição permanente do MAC/CCB "revela a diversidade de representações, presenças e narrativas no campo artístico desde 1970 em diante, questionando a ideia de uma direcção única da história da arte." Para isso, "May I Help You? Posso Ajudar?" reúne 127 obras de arte de 80 artistas de todo o mundo, incluindo nomes nacionais, permitindo relacionar a arte portuguesa num contexto internacional.
  • Arte
  • Belém
O MAAT faz 10 anos em Outubro e vai estar a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. "Turn around" é uma primeira exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Um primeiro momento, que será complementado por mais uma inauguração no final de Abril. Com uma curadoria a seis mãos, esta segue elos menos óbvios entre as obras seleccionadas. Entre pintura, desenho, escultura, vídeo e instalação, o processo começou, segundo João Pinharanda, com artistas capazes de intervir no espaço.
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  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
  • Arte
  • Sintra
Enquanto "Connections", a exposição permanente de Albuquerque Foundation soma e segue, a fundação de Sintra inaugura mais uma mostra temporária, a primeira da programação contemporânea. Esta é dedicada ao trabalho da jamaicana-britânica Phoebe Collings-James, artista multidisciplinar que tem desenvolvido, ao longo das duas últimas décadas, uma prática que atravessa a música, o som, a pintura e a escrita, com um foco crescente na escultura em cerâmica. Quer nas esculturas em cerâmica, quer na pintura, Collings-James apresenta alusões mais ou menos explícitas ao confronto e à luta, mas também ao amor, ao desejo e à libertação.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a alta-cozinha, para aproximações às culinárias asiáticas, a Marrocos, a Espanha, e até à Palestina, estéticas inspiradoras e, claro, para a moda das sandes e dos smash burgers, sem esquecer a comida portuguesa de autor.

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