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Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

É difícil acompanhar o ritmo? Juntámos os 25 novos restaurantes em Lisboa (e aqui ao lado) que vai querer ter debaixo de olho – e na ponta da língua.

Hugo Torres
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As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher. 

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Num dos cantos da cozinha aberta do 550º está o forno. É italiano, alimentado a lenha e gás, e uma das estrelas desta casa onde quem manda é o fogo. As temperaturas atingem os 550°C – e explicam o nome do restaurante do Príncipe Real que tem o chef David Casaca aos comandos. A carta divide-se em três grandes apostas: o fogo (com carnes maturadas), as pizzas e os arrozes, que não são nada tradicionais. Chegam à mesa numa chapa. Às quartas-feiras ao fim da tarde há DJ set e muitos cocktails para experimentar.

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  • Japonês
  • Princípe Real

Quando cai a noite no Príncipe Real, o Boubou’s Sandwich Club transforma-se num izakaya. O After Dark ocupa o mesmo espaço da casa de sandes de Louise Bourrat e herda-lhe o espírito informal mas rigoroso, com Matheus Simões Martins a dar cartas na cozinha japonesa. O espaço é mínimo, com dois balcões e cerca de uma dezena de lugares. A ideia de lhe dar dupla vocação já existia, mas ganhou forma durante uma viagem do chef ao Japão. Apesar de funcionar como taberna nipónica moderna, à carta, existem dois menus de degustação, com sete e dez momentos, pensados para uma experiência mais completa. Neles pontificam o gunkan caótico, o frango frito com caviar ou os pickles tsukemono. O menu mais longo inclui ainda um nigiri de wagyu ou as amêijoas com molho XO, homenagem ao prato português preferido de Matheus, que é um sommelier certificado de sake. Também não faltam cocktails viajados nem cervejas japonesas.

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  • São Vicente 

No Campo de Santa Clara, o Almadrava abre ao fim da tarde com esplanada voltada para o Tejo e o Panteão Nacional. A localização marca o ritmo do jantar, com a luz a mudar ao longo da noite, visível tanto do exterior como através das portas envidraçadas da sala. Este é o segundo projecto de Frederico Frank e Rodrigo Braga, dois brasileiros ligados à cozinha portuguesa, que dividem funções entre cozinha, gestão e sala. O espaço, onde durante décadas funcionou uma casa de bifanas e mais recentemente um restaurante vegetariano, foi renovado com inspiração numa peixaria, assumindo uma carta centrada em peixe e marisco.

  • Cascais

No Almina, em Cascais, os legumes são tratados como protagonistas. Com um conceito “farm to table”, o restaurante aposta na sazonalidade e produtos locais, oferecendo pratos surpreendentes como o “Só Cenouras, a sério!”, couve-flor tostada e o hraime com peixe fresco da região. A cozinha aberta e a proximidade com os clientes tornam a experiência ainda mais especial.

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  • São Sebastião

A atmosfera é nocturna. Luz baixa, tons escuros, superfícies espelhadas e uma vista panorâmica para o centro da cidade, que permite que as luzes de prédios e letreiros entrem para aquecer o espaço. O Attiko abriu no 12.º andar do hotel ME Lisbon, o mesmo que alberga o espanhol Fismuler. As propostas gastronómicas não podiam ser mais diferentes. Lá em cima, explora-se a cozinha nipónica em várias das suas faces. Não é um restaurante de sushi. Aqui, servem-se crudos diversos, mariscos, saborosos cortes de wagyu e especialidades da grelha tradicional japonesa.

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  • Sete Rios/Praça de Espanha

Sérgio Damas e os dois sócios estão aqui desde 2023 (embora o rebranding seja mais recente), mas o Bacõco continua a ser um trabalho em progresso. Por cima da porta podemos continuar a ler "Comer para Crer", a designação anterior, mas quando o menu chega à mesa, traz somente as sugestões dos últimos inquilinos. O prato do dia é anunciado no Instagram. O resto são receitas simples, de conforto, para responder aos apetites de quem chega, mas também para reflectir o currículo do jovem Damas. Na nobre missão de alimentar a clientela que entram os pratos principais, a começar por uma perna de frango no forno, desossada e suculenta, acompanhada por um arroz de cogumelos. Com os despojos de um prato, prepara-se outro. O bitoque de vaca conquista pelo molho, feito a partir do caldo de ossos da referida ave. O receituário pode ser simples e caseiro, mas o primor da confecção e o combate ao desperdício estão sempre presentes, tal como o chef de serviço.

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  • Cascais

A filosofia do espaço assenta na simplicidade e na qualidade: pizzas minimalistas, sem excesso de cobertura, feitas à mão, com massa-mãe e fermentação lenta, preparada com farinhas de Paulino Horta, garantindo sempre a frescura dos pratos. O menu inclui opções clássicas como marguerita, marinara e quatro queijos, bem como alternativas picantes, nomeadamente a Nduja, um enchido típico da cozinha italiana, muito picante.

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  • Cais do Sodré

O Blade instalou-se no Cais do Sodré com uma ideia simples: servir um único prato bem feito e a bom preço. É um bife de 180 gramas, mal-passado, trinchado e suculento. Custa 10€. E não, não estamos numa tasca. Não há inox à vista e cada detalhe mereceu atenção redobrada – os azulejos e os sofás vermelhos, as madeiras, os tons quentes, a iluminação baixa. Os acompanhamentos têm peso na experiência, sobretudo o arroz de cogumelos, cremoso e que pode ser um prato independente (para os vegetarianos terem lugar à mesa neste restaurante de carne). Há ainda esparregado, puré de trufa e batatas fritas. Para aproveitar as aparas do bife, surge ocasionalmente o Blade Burger, sempre em número limitado. À chegada há pipocas com parmesão e trufa, e no fim um gelado soft de pipoca, ambos oferecidos.

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  • Parque das Nações

Nesta churrasqueira moderna, o frango vem para a mesa numa travessa de inox. A pele apresenta-se vagamente tostada e a carne suculenta. Serve-se à dose ou à meia dose e o menu garante alguns dos acompanhamentos da praxe – batatas fritas, arroz de alho e salada montanheira. Mas nem só frango assado sai desta grelha. O piano de porco ibérico, as plumas ou os lagartos, a espetada de peru ou o costeletão de novilho estão lá para saciar os carnívoros. No campeonato do peixe, as grandes especialidades dividem-se entre o bacalhau na brasa e o polvo na brasa, se bem que o bacalhau espiritual, ao que pudemos apurar, também tem muita saída. Com espaço para quase 600 pessoas, o restaurante é ideal para jantares de grupo.

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  • Pizza
  • Sete Rios/Praça de Espanha

As pizzas de Joana Paramés vendem-se al taglio, à fatia, como manda a tradição romana. São para pegar e andar. Há propostas clássicas como a Margherita ou a Marinara, a par de combinações improváveis, como cogumelos e azeite de trufa, alho francês e três queijos, batata e alecrim ou courgette e flor de leite. Não faltam ainda opções com salame picante, presunto ou mortadella, bem como uma pizza vegan. Assentes numa base alta e “super crocante”, são cortadas em generosos rectângulos – duas fatias alimentam um adulto. Se quiser encomendar um tabuleiro inteiro (nove fatias), pode. Se quiser juntar-lhe sobremesa, faça favor: tem à escolha duas cookies exclusivas da Donnie Dough (tiramisù e limoncello).

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  • Benfica/Monsanto

No coração de Benfica, este restaurante junta dois mundos num só espaço luminoso e arejado, onde o betão e o toque industrial ganham vida com cores vivas, madeira e uma selva de plantas. A carta cruza influências italianas e pan-asiáticas – Japão, China, Tailândia, Malásia e Vietname – com uma oferta que vai da pizza aos noodles e ao ramen fumegante. O Cose di Mamma ocupa a primeira parte do menu; o Nood, a segunda. Se lhe apetece um pad thai mas a garotada torce o nariz, este é o sítio perfeito: ficam eles com uma bolonhesa à frente e não se fala mais nisso. No fim, há tiramisù para toda a gente.

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  • Bairro Alto

Do casamento entre as palavras "cravo" (que remete para a associação 25 de Abril, por onde se entra) e "avó", nasceu o Cravó, no Chiado. Dona Alzira, avó de André Ribeiro, um dos sócios, é a grande inspiração do restaurante onde tradicional e contemporâneo convivem. Há bacalhau, polvo e cabrito, mas também ovo cozido a baixa temperatura e pão de ló com gelado de queijo de ovelha, com assinatura de dois jovens chefs: Rodrigo Simões e Leonardo Silva.

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  • Brasileiro
  • Alcabideche

O Embrasado trouxe o churrasco brasileiro para a esplanada do Anima Park, em Alcabideche, e fez do parque infantil um programa completo para famílias. Entre brisket, costelinhas fumadas durante horas e clássicos como picanha ou choripán, o restaurante funciona quase como uma food truck com conforto extra e um espaço para adultos descansarem enquanto os miúdos brincam em segurança. 

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  • Bistrôs
  • Alfama

Louise Bourrat, chef do Boubou’s, abriu com o companheiro, o mixologista Marco Cossu, da Sardenha, uma neo-tasca no antigo espaço do Boi Cavalo, em Alfama. É um restaurante descontraído, mas rigoroso na cozinha e no serviço, onde a comida de conforto ganha lugar de destaque. Misturam-se influências portuguesas, francesas e italianas numa carta que muda mensalmente para respeitar os produtos da época. Entre os pratos mais marcantes estão os arancini de cabidela, o tártaro de vaca à Brás e a couve-coração com molho picante. Nas sobremesas, há tiramisù, profiteroles e crème brûlée com CBD. O ambiente é caloroso, com boa música, vinhos de baixa intervenção e uma vontade clara de preservar o espírito do bairro, respeitando a história do lugar e de quem o habita.

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  • Avenida da Liberdade

Com apenas dois pratos de carne na carta, o JNcQUOI Fish, primeiro capítulo do hotel de luxo JNcQUOI House, é uma homenagem ao Atlântico. Os mariscos e peixes do dia abrem a carta pensada pelos chefs António Bóia e Filipe Carvalho, seguindo-se uma lista de entradas frias e quentes e pratos principais com sabor a mar. Pode começar com ostras da Ria Formosa com caviar ou caranguejo real com salada russa e gamba branca do Algarve e seguir para o bitoque de atum com ovo a cavalo, o arroz de lavagante nacional com coentros ou o polvo assado à lagareiro – mas nada é mais especial do que o peixe assado à portuguesa no forno a lenha. Não abandone o mais sóbrio de todos os JNcQUOIs, com assinatura do arquitecto belga Vincent Van Duysen, sem provar a baba de crocodilo ou o pão de leite no forno com creme inglês e creme de queijo. 

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

A cozinha aberta é o palco e o espectáculo frenético a que se assiste do balcão com cadeiras altas, sob as luzes vermelhas e azuis dos neons dinâmicos, convida a bater o pé, a trocar os pauzinhos pelas mãos e a beber mais um cocktail de saké. Reconhecemos o ambiente: também é assim no Izakaya original, em Cascais. Sorte a de Lisboa, que ganhou o seu próprio Izakaya, que transformou uma antiga fábrica de cerâmicas no Príncipe Real numa autêntica taberna japonesa. Maior – quer em área, quer em número de lugares sentados ou de cozinheiros em acção –, o projecto de Tiago Penão mantém o ADN intacto, apesar de ter algumas novidades para apresentar, como as mesas viradas para o balcão, a grelha a lenha e pratos como as teba gyosas, asas de frango recheadas ou a gyutan sando, uma sandes de pão brioche com língua de wagyu, pickles e maionese kimchi. 

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  • Xabregas

A proposta não é nova para a restauração lisboeta, nem para Agrela, que por sua vez também não é novo nesta casa, que reabriu portas no final do Setembro de 2025. Depois do pop-up na altura da pandemia, durante a primeira vida deste espaço cultural – quem lá esteve dificilmente esquecerá as bolas de Berlim recheadas com língua de vaca estufada – o chef volta com Mesa, projecto assente em duas cartas: as sanduíches, que também são servidas no bar, e uma ardósia com inscrições voláteis, onde interpreta receitas tradicionais portuguesas, constrói pratos a partir de ingredientes-estrela e reaviva memórias pessoais.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O primeiro restaurante italiano de Olivier é um caso de família. Não só o chef levou para o Rato alguns dos pratos que come e cozinha em casa "desde sempre" – o spaguetoni alla carbonara, a mafaldine a la bolonhese – como recuperou a receita de pesto da tia para o trecce al pesto verde e o panadinho com manteiga, alcaparras, sumo de limão, ovo ralado e salsa que o pai, Michele, costumava fazer. "A minha irmã Natalie chorou quando veio cá e provou." Itália está ainda bem representada no capítulo Formaggi e Salumeria, e, claro, nos secondi piattiSe o tiramisu e a tarta al limone merengada são o que se espera encontrar numa osteria castiça, as vistosas taças de soft gelatos confirmam que estamos num restaurante de Olivier: a La Famiglia junta ao gelado ultra-cremoso de nata e iogurte praline de pistáchio, crumble de amêndoas torradas e raspas de limão; enquanto a de caramelo salgado chega à mesa com feuilletine crocante e pipocas caramelizadas. 

+ O panado do pai, o pesto da tia e a bolonhesa lá de casa – no novo italiano de Olivier fica tudo em “famiglia”

  • Areeiro/Alameda

Conhecemos bem cozinhas autênticas, cozinhas que procuram honrar as origens de uma gastronomia através de ingredientes, sabores, tradições e métodos de confecção que completam cada prato. Bem, o Ouch não é exactamente isso. Tal como deixa claro nas suas redes sociais e até está inscrito no menu, o restaurante é uma cantina asiática não autêntica. Nas palavras do proprietário, Eugene Bilousov, o Ouch procura ser uma “fusão” das diferentes gastronomias asiáticas, da japonesa à coreana. É por isso que vamos encontrar uma selecção curta e ao mesmo tempo abrangente de pratos, como kimchi, noodles, gyozas e dumplings.

+ Dos dumplings aos noodles, o Ouch mostra-nos o que é uma cantina asiática não autêntica

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  • Italiano
  • São Vicente 

O ragu coze durante oito horas, o pão fermenta por 48 e as beringelas ficam a marinar três dias. Neste restaurante perto da Feira da Ladra, um casal italiano e franco-português promete sabores caseiros, mas intensos. O menu do Partenope – cujo nome se inspira na sereia da mitologia grega que terá dado origem a Nápoles – divide-se entre uma degustação (que inclui um aperitivo, antipasti misti, primo, secondo e um doce à escolha) e pratos à la carte, que vão do popular melanzane arrostite, fatias muito finas de beringela, assadas e marinadas em azeite e vinagre de vinho branco, alho e pimenta durante, à frittatina di pasta, um croquete de massa bucatini, bechamel de pecorino, pimenta preta e scarmoza ou ao ziti al ragù di costine, massa ziti acompanha por ragú de costelinhas. Para rematar, há doces napolitanos como a pastiera di grano e a torta caprese.

+ Partenope. De Nápoles, com amor... e comida de conforto

  • Restaurantes de fast food
  • Avenidas Novas

Depois de dois anos a operar numa dark kitchen em Alvalade, o Pow Chick’s abriu portas junto ao Campo Pequeno. Um espaço inspirado nos diners americanos, pequeno mas luminoso e eficiente, sem o mais leve odor a fritos e onde brilham as apetitosas sandes de frango frito da marca, feitas com carne da coxa marinada em buttermilk, panada à mão e frita ao momento. A The Pow Chick’s, com bacon e cheddar, e a Hot Honey Chick’s, com mel apimentado e maionese caseira, são as mais pedidas, mas não deixe de provar também a Cheese Chicks, com “queijo, muito queijo”. Para acompanhar há batatas fritas onduladas, milkshakes e Coors. Nas entradas, as Mac and Cheese Balls são obrigatórias (e viciantes). Para sobremesa, reserve apetite para as cookies. Um gulodice nunca vem só.

+ No Pow Chick’s, todos os dias são dia da asneira

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  • Alvalade

Há 15 anos, apresentou-se como peixaria moderna na Rua do Loreto. Em 2014, fez parte da primeira leva de residentes no Time Out Market. Foi em 2023 que cresceu para a porta ao lado e abriu o Sea Me Next Door, vocacionado para refeições mais rápidas, com a cozinha sempre a funcionar. Em Outubro de 2025, o Sea Me afastou-se do centro e abriu um restaurante em Alvalade. De ambiente mais familiar, mas sem esquecer o pé para a festa que o ajudou a ganhar fama (o equipamento de DJ faz parte da mobília da nova casa), é na carta que encontramos as principais novidades.

+ Sea Me em Alvalade: nesta cozinha de “lenha e tacho”, o forno nunca arrefece

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Melissa Domingues e Meguy Pereira são como irmãs (afinal, conhecem-se desde os cinco anos). Filhas de pais portugueses, as amigas cresceram em França e acabaram por seguir o seu caminho, até que se reencontraram em Lisboa e abriram o Comadre – um sonho de infância. Volvidos quatro anos, debruçaram-se sobre outro projecto, que nasceu no mesmo espaço do restaurante speakeasy. Chama-se Soeurs, um café para a hora do pequeno-almoço, brunch ou almoço. A decoração vira-se para o vintage, o ambiente é acolhedor e os pratos procuram fugir do habitual. A tamago sando, sanduíche de ovo, é de inspiração japonesa, já o assiette Soeurs, com ovos à la coque, queijo, manteiga e pão, lembra os pequenos-almoços parisienses. Também há croffle (waffle e croissant num só) de salmão e labneh, gnocchis, nuggets de bacalhau e rabanada de doce de leite com gelado. Para beber, destaca-se o azuki latte, com leite e pasta de feijão vermelho, e o latte de sementes de sésamo pretas, mas não falta café e matcha. E não esquecer os vinhos de baixa intervenção e os cocktails. 

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  • Japonês
  • Cais do Sodré

No Wishbone, Maurício Varela centra-se no prato de karaage que fez sucesso no Dhalia e em vários pop-ups desde o fecho desse listening bar de boa memória no Cais do Sodré. É o resultado do resgate de uma memória de frango frito que o chef comia na juventude, no interior de São Paulo, com uma marinada simples mas saborosa – alho, gengibre, soja e lima. Aqui não se usa buttermilk e o menu é propositadamente curto: duas sandes (uma inteiramente vegan, pão incluído), pedaços de frango com maionese kewpie, batatas “triplamente fritas”, sunomono e três molhos caseiros bastam para dar a identidade da casa. Para beber, há cervejas japonesas. A sobremesa é gelado de sésamo negro. O espaço é pequeno e luminoso, com balcão aberto e música a ligar todo o ambiente, com soul, jazz e hip hop, e é perfeito para uma refeição rápida antes de seguir para a noite no Cais do Sodré ou em Santos, ou já depois de uns copos. Para aproveitar a happy hour, o lanche taberneiro é das 16.00 e as 19.00.

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