Divinaccia
Jojo Mascarenhas | As focaccias da Divinaccia são feitas artesanalmente e ao pormenor
Jojo Mascarenhas

Oito novos sítios para comer sandes no Porto

Entre duas fatias de pão as possibilidades são infinitas. Conheça oito novos sítios para comer sandes no Porto.

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Dos cachorrinhos, às bifanas e à sandes de rojão, no Porto estamos bem familiarizardos com as infinitas possibilidades que cabem dentro de duas fatias de pão. Outrora pensadas para um almoço rápido, recheadas daquilo que sobra no frigorífico, as sandes têm vindo a ganhar popularidade e estão a tomar o Porto de assalto. Inteiras ou divididas a meio; em focaccia, brioche ou sourdough; com recheios clássicos ou combinações improváveis; as sandes destas casas portuenses prometem surpreendê-lo. Prepare os guardanapos e venha descobrir estes novos sítios para comer sandes no Porto.

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Os melhores sítios para comer sandes no Porto

  • Porto

Este bar de focaccias localizado na rua da Torrinha foi criado por José Pinto, o seu primeiro espaço em nome próprio, depois de passagens por projectos gastronómicos no Porto, em Barcelona e em Doha. Por aqui, as estrelas são as focaccias, feitas com ingredientes da época, fornecidos por micro e pequenos produtores nacionais e de qualidade. Os enchidos, por exemplo, vêm do talho Qualifer, no Pinhão, e os queijos chegam de Setúbal. O menu é sazonal e está recheado de focaccias fofas e leves, entre opções salgadas, como a de pesto de espinafre, burrata, lombo fumado e pistácio (a grande estrela da casa) e versões vegetarianas, como a de queijo azul da Arrábida, compota de cebola e alho assado, beringela e noz. Se for mais de doces, prove a focaccia de gianduja e crocante de avelã ou opte pelas cookies caseiras de chocolate ou de arando e laranja. O Lu’kat é também um espaço orientado para a comunidade — basta ver a grande e única mesa que existe por aqui para comer, assim como uma agenda com diversos eventos. 

Ana Catarina Peixoto
Ana Catarina Peixoto
Jornalista, Porto
  • Italiano
  • Porto

A Divinaccia é o sonho de família de Helena e Juliana Brozinga, mãe e filha. Nascidas em São Paulo e com origens italianas, decidiram abrir no Porto um verdadeiro paraíso de focaccias, onde tudo é feito de forma artesanal, com pormenor, cuidado e respeito pelo tempo. O resultado? Focaccias macias por dentro, crocantes por fora e recheadas de sabores para provar à fatia ou em sandes. As estrelas da casa são a focaccia Caprese, com mozarella, tomate, creme de queijo especial, pesto verde, rúcula e creme de vinagre balsâmico; e a Mortadela, com creme de queijo, pistachio picado, pesto verde, rúcula e vinagre balsâmico. A focaccia de frango Caesar com maionese, lascas de Grana Padano, alface e bacon tostado picado; a de pastrami, com creme de cheddar, cebola caramelizada, maionese de alho e picles de pepino; e a ratatouille com uma mistura de beringela, curgete, tomate e húmus, são algumas das saborosas opções que também pode escolher. 

Ana Catarina Peixoto
Ana Catarina Peixoto
Jornalista, Porto
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  • Baixa

Não há como não amar o Mila, o novo espaço de Mila Araújo na rua do Bonjardim, também dona do Say Cheesecake & Co. Aqui há tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz: bom café de especialidade (que vai do expresso aos cafés de filtro, passando pelos cappuccinos e matcha lattes), pela pastelaria artesanal — tão bonita quanto deliciosa —, e pelos pães de fermentação natural. Para uma refeição leve e mais composta, também têm focaccias recheadas com pastrami, cebola caramelizada e maionese de chimichurri ou com mortadela italiana, burrata, rúcula e pesto.

Mariana Morais Pinheiro
Mariana Morais Pinheiro
Directora Adjunta, Porto

O percurso de Pierre Azibert pelo mundo da gastronomia começou cedo, mas do lado de fora da cozinha, a servir nos restaurantes de familiares em Marselha, a sua cidade natal. Aqui, familiarizou-se com os meandros da tradição provençal, que levaria consigo para Londres, Nova Iorque e, desde Outubro de 2024, até ao Porto, onde colocou tudo o que 25 anos de vida lhe ensinaram em quatro sanduíches, que prepara e serve sozinho no Dogma Wine Bar, na Baixa, durante o horário de almoço. Chama-se Déguste e foi com essa intenção que o jovem chef arrancou com esta sanduicheria pop-up. As quatro sanduíches ilustram o seu percurso até ao momento. A Le Gaté honra o peixe de Marselha, através de uma maionese de atum, combinada com outros sabores mediterrâneos; a Deli Delight, o bestseller, transporta-nos para as ruas de Nova Iorque e é carregada com frango grelhado, bacon, alface, tomate, abacate e o clássico e norte-americano molho ranch; a Habibi, com falafel, pickles de cebola, tomate, pepino, rabanete, coentros, rúcula e um molho de tahini e limão, é a opção vegetariana e brota da paixão de Pierre pela cozinha libanesa. Na sanduíche Saudade mistura os conceitos da bifana, através da carne de porco desfiada, e da francesinha, com um molho “próximo do clássico, mas com um twist meu, mais picante”. E, para somar à portugalidade, finaliza com queijo dos Açores derretido, limão e azeite.

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Depois de vários anos a alimentar o ecossistema portuense com café de especialidade, os quatro sócios da Senzu Coffee Roasters pensaram: e se abríssemos o nosso próprio espaço, numa espécie de showroom? No Comum, localizado num edifício histórico de Cedofeita, o café existe, claro, e é delicioso, mas não é o destaque. “O nosso principal objectivo é ser um café comum, lá está, com comida, pastelaria e bebidas, só que mais cuidado e intencional”, conta Gianpiero Zignoni, um dos responsáveis. A ideia das sanduíches veio da sua apreciação e proximidade ao pão, que vão buscar a vários dos seus parceiros Senzu. Depois, acrescentam-lhe ingredientes da época e outros clássicos, como na Ovo, uma sandes aberta com ovos mexidos, cogumelos salteados, aioli de sriracha e rúcula, em pão de massa mãe. A Camarão & Bacon é uma favorita da casa e lembra quase o lobster roll, servida em pão brioche, com camarão grelhado, bacon, maionese de ovo, pesto, labneh e alface. Já a Bella Mortadela, em focaccia, vem recheada até não dar mais com mortadela bolonhesa, pesto de pistachio e queijo da Serra cremoso. Para sobremesa ou lanche, a pastelaria da vitrine da entrada não o vai desapontar. Nem o café, claro.

Café de especialidade, vinhos naturais e pastrami caseiro. É sobre estes três pilares que o Baco Coffee Lab, uma cafetaria catita, de janelas e portas abertas para o Largo Alexandre Sá Pinto, em Cedofeita, assenta toda a sua criatividade. Patrícia e Miguel Lopes, irmãos, estão na sua génese e reuniram neste espaço algumas das coisas que mais gostavam. Miguel está encarregue de fazer o pastrami. Usa três cortes de carne dos Açores: picanha, vazia e peito de bovino, que ficam em salmoura durante vários dias. A aconchegar o pastrami caseiro há pão de fermentação lenta da Bicho, padaria da Póvoa de Varzim. Os resultados estão à vista: a tosta em pão brioche com pastrami de picanha, queijo cheddar, pickles de pepino, cebola caramelizada e “molho secreto”; o croissant recheado com pastrami de vazia, pesto, ovo estrelado e raspas de queijo parmesão; a tosta em pão de fermentação natural, com pastrami de peito de bovino, tomate cereja, pimentos confitados, queijo amanteigado, rúcula e mostarda; ou a tosta clássica, servida em pão de centeio, com pastrami de peito de bovino, acompanhado de pickles de pepino, chucrute, queijo e mostarda. O café de especialidade vem da 7g Roasters, e os vinhos naturais da Quinta da Malhada.

Mariana Morais Pinheiro
Mariana Morais Pinheiro
Directora Adjunta, Porto
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A meio da Rua do Almada, esta pequena cafetaria serve café de especialidade, focaccias gulosas e bolos caseiros. O espaço não é grande e a carta não é extensa, mas uma focaccia bem recheada, feita pela Generosa Pão e Pizza, em Cedofeita, enche bem o estômago a quem por aqui passa a qualquer hora do dia. “Tínhamos vontade de abrir um espaço de sanduíches – até que surgiu a ideia das focaccias – ao qual eu pudesse aliar a minha experiência de barista”, explica Aline Pereira, uma das sócias do projecto, em conjunto com Bruno, Rodrigo e Alan, seu irmão. Na carta é possível encontrar focaccias com diferentes recheios (todas a 6,50€): pimento vermelho assado, beringela, pesto de tomate seco, pickles, puré de batata e queijo da Ilha ralado; mortadela, pesto, stracciatella, amendoim caramelizado e rúcula; chouriço picante, puré de batata, tomate e pimento vermelho assados, stracciatella e chili oil; e pulled pork barbecue, straciatella, pickles e rúcula são algumas das opções. Há ainda uma tosta mista preparada com mozarela, fiambre e straciatella (5€). E se ainda tiver espaço para um docinho, espreite as novidades da vitrina e prove o café, com diversas opções disponíveis.

Mariana Morais Pinheiro
Mariana Morais Pinheiro
Directora Adjunta, Porto
  • Padarias
  • Baixa

“Isto era bom era com um cafezinho a acompanhar” ou “Há ali um espaço óptimo que vocês podiam ocupar”. Cansados de ouvir sempre as mesmas sugestões dos clientes que lhes apareciam na padaria, instalada no número 661 da rua da Constituição, Verónica Dias, a padeira da Brites, e António Lamas, sócio, decidiram fazer-lhes a vontade e abriram – porque a sorte e o destino assim quiseram – um café na porta ao lado. Neste novo espaço, além de poder comer o que acabou de comprar na padaria, também pode lamber a pequena montra sob o balcão: está recheada de pastelaria artesanal tão gulosa quanto bonita. Além de uma vasta pastelaria – que vai dos éclairs de pistáchio aos cruffins com coberturas de chocolate e coco  há expressos, cafés de filtro, cappuccinos e sumos para acompanhar. Se lhe apetecer uma refeição mais composta, aqui também é possível. Para um almoço rápido (ou para os fãs de salgados), também têm boas focaccias recheadas. Com presunto, queijo da Serra e mel ou com húmus, cebola, rúcula e alcaparras foram duas das opções que já estiveram disponíveis no menu. 

Mariana Morais Pinheiro
Mariana Morais Pinheiro
Directora Adjunta, Porto

Mais Porto para comer

O Porto é uma cidade que se reúne em torno da mesa, onde toda meia dose dá para dois e ninguém nunca se levanta até a última migalha ser vertida. A cozinha da cidade é um reflexo da sua gente: frontal e afectiva; sem afectações, mas exigente. Entre tripas e francesinhas, os portuenses tendem a discutir (às vezes alto!) sobre o que acreditam ser melhor e pior, mas conseguem acabar sempre a brindar como amigos a empunhar finos nas mãos. Nos últimos anos, a cena gastronómica tem-se transformado rapidamente, como reflexo de uma cidade cada vez mais aberta ao mundo – e que conquista mais e mais turistas a cada Verão. De restaurantes de cozinhas internacionais a bares de vinhos modernos, de muitas casas tradicionais a chefs que querem mostrar que é possível elevar a gastronomia local a novos patamares, o Porto tem a mesa posta. É puxar uma cadeira e sentar-se num destes restaurantes. 

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Com ou sem ovo, com molho picante ou adocicado, com bife bem ou mal passado. Criada há 70 anos, a famosa francesinha é a estrela da cidade e todas as casas lhe dão um toque especial. Há quem prefira a tradicional, com carne assada ou com um bom bife de vaca no seu recheio e, claro, com os enchidos da melhor qualidade lá pelo meio. No entanto, há cada vez mais adeptos das variações – das francesinhas vegetarianas, às que optam pela carne de frango, das que são finalizadas em forno a lenha às que adicionam camarões ao prato. 

E se de um lado temos os eternos puritanos, defensores da francesinha original, há também muitos outros fãs sedentos de inovação. Desta feita, fica difícil, muito difícil eleger a melhor francesinha da cidade. É uma tarefa árdua e ingrata (para não dizer impossível) e susceptível de criar grandes discussões à mesa. Cientes do risco que corremos, estas são, na nossa humilde opinião, as melhores francesinhas do Porto neste momento. Bom apetite.

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Os restaurantes e cafés da Invicta sabem o que fazem quando o assunto são sandes, pregos, francesinhas e tudo o que seja servido em pão. E os míticos cachorrinhos, com salsicha fresca, linguiça e um molho picante q.b., pincelado por cima de uma baguete fininha e estaladiça, não são excepção. Tidos como uma das imagens gastronómicas da cidade, são perfeitos para petiscar a meio da tarde, com uma cerveja a acompanhar, ou para safar uma refeição mais rápida. Nesta lista encontra os melhores cachorrinhos no Porto. Pode ir à confiança, são todos de comer e chorar por mais.

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